BUSCA

 

Villas Bôas
Curiosidades da infância
Amigo de Jânio Quadros
Marcha para o oeste
Mão de obra sertaneja
Contratação de trabalhadores
Ataque dos xavantes
Boca Rica
Inferno de mosquitos
Malária: o terror da mata
Transmissão de doenças aos índios
Incidente com a rainha da Bavária
Contato com os índios calapalos
Tribos mais hostis
Lição para a sociedade civilizada
Laços afetivos
Pensamento abstrato, crenças e mitos
Trabalho de catequese dos índios




Transmissão de doenças aos índios


A preocupação de não transmitir doenças para os índios era muito grande. Para tanto, procurávamos mantê-los o maior tempo possível em suas aldeias. Quando chegavam pessoas de fora para visitá-los, a aproximação só era permitida se achássemos que estavam em perfeitas condições de saúde. Na última fase do nosso trabalho, felizmente, contávamos com a colaboração da Escola Paulista de Medicina. De certa forma, os índios já tinham adquirido certa resistência, existia bom estoque de medicamentos e havia sido feita uma seleção das ervas terapêuticas encontradas na mata.
Na verdade, enquanto lá estivemos, só entravam no Xingu pesquisadores credenciados por grandes universidades. Outros visitantes ficavam no posto, nunca iam às aldeias, mesmo porque a mais próxima ficava a dez quilômetros de onde estávamos sediados.
A curiosidade em conhecer o índio, sua maneira de viver e a organização tribal atraía muita gente dos Estados Unidos e da Europa. Por isso, valeu a pena estabelecer determinadas regras porque, assim, sofreram menos os índios e os visitantes civilizados. O rei Leopoldo da Bélgica, por exemplo, veio ao Brasil, conversou com o presidente da República e foi levado ao Xingu para ficar dois dias. Ficou 58. Só voltou com a presteza que fez quando recebeu uma carta da mulher furiosa com sua ausência.