Reabilitação de amputados

Amputações fazem parte da história da Medicina
há séculos. Num passado ainda recente, quando eram realizadas, o amputado
ganhava um par de muletas e saía nelas apoiado. Depois surgiram as
primeiras próteses que procuravam imitar esteticamente o membro perdido.
Em algumas eram desenhados até os pêlos para que ficassem mais parecidas
com o membro amputado. É evidente que não conseguiam atingir a finalidade
proposta e continuavam sendo apenas uma prótese facilmente reconhecida
quando se olhava para elas. Com o passar do tempo, essa filosofia
modificou-se por completo. Atualmente, a prótese faz parte do tratamento
de reabilitação, uma parte importantíssima, aliás. No entanto, a reabilitação
dos amputados envolve uma conduta muito mais ampla. Não há mais a
preocupação de imitar o membro perdido. Ao contrário, as próteses
assumiram o papel a que se destinam, ou seja, de recuperar a função
do membro lesado. Interessa fazer com que o amputado assuma sua nova
condição, retome suas atividades rotineiras, possa praticar esportes
e viver a vida em sua plenitude.