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Gabriel Oselka é médico, professor de Pediatria na Universidade de São Paulo e presidente da Comissão de Imunizações da Secretária de Saúde do Estado de São Paulo.


Proteção paralela

Drauzio Vacinas contra o Haemophilus influenzae, contra o pneumococo e contra o meningococo protegem as crianças de uma série de infecções menores como otites, amidalites e infecções das vias aéreas superiores?
Gabriel Oselka – Esse é um ponto importante para salientar. O objetivo principal dessas vacinas é proteger contra as formas mais graves da infecção, mas de certo modo elas atuam sobre as formas mais benignas. Talvez o exemplo mais notável seja o da vacina contra o pneumococo, bactéria que também causa otite (inflamação do ouvido). Embora a eficácia de proteção para essa enfermidade não seja a mesma da proteção contra pneumonia e meningite, se conseguirmos reduzir um pequeno porcentual dessas infecções, o impacto na população será enorme. Isso aparentemente a vacina contra o pneumococo consegue fazer. Ela consegue diminuir a incidência de otite em 6% ou 7% da população. Se lembrarmos que a otite é uma das infecções mais freqüentes nas crianças e uma das razões mais importantes para a prescrição de antibióticos, com todas as conseqüências, inclusive de custo, que isso acarreta, 6% ou 7% de proteção representam um avanço considerável.