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Planos de saúde não cobrem a vasectomia Drauzio – Os planos de saúde cobrem as despesas com a vasectomia? S. Arap - Não cobrem. O problema maior, porém, não atinge quem tem plano de saúde. Esses, em geral, possuem condição econômica melhor e, de um modo ou outro, feita a opção, pagam pela cirurgia. O problema maior encontra a clientela atendida pelo SUS nos hospitais públicos que deveriam adequar-se para informar a população e atender a todos que desejassem fazer vasectomia. Drauzio – Isso é um contra-senso. Não cobrem a vasectomia, mas cobrem a gestação e o nascimento das crianças. S.Arap – Os convênios médicos não cobrem a vasectomia nem os métodos mais modernos, tecnologicamente mais complexos e avançados de reprodução assistida para obter a gravidez. Drauzio – Você tem idéia do custo da vasectomia para o Estado? S. Arap – Não saberia dizer. O trabalho no HC é muito complexo. É um hospital terciário onde fazemos coisas complicadas como grandes cirurgias de câncer, transplantes, reconstrução urológica. Roubar tempo de toda a equipe médico-hospitalar envolvida no atendimento dessas patologias complexas para fazer uma cirurgia simples pressupõe um gasto adicional. Por isso, fica difícil calcular o custo médio. Agora, num pequeno ambulatório, o custo é irrisório especialmente se comparado com o benefício que esse procedimento traz em termos de saúde pública, orçamento familiar e para as outras crianças da família que receberão mais atenção e carinho. O custo no ambulatório é realmente baixo. São necessários apenas uma caixinha de cirurgia estéril, uma ampola, anestésico local e dois fios de sutura para fazer uma vasectomia. |
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