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Vasectomia
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Cada caso é um caso
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Planos de saúde não cobrem a vasectomia





Sami Arap é médico e professor de urologia na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Trabalha no Hospital das Clínicas e no Hospital Sírio-Libanês.


Cada caso é um caso

DrauzioVamos levantar três situações hipotéticas. Você é procurado por três homens que querem ter um filho. Um fez vasectomia há cinco anos; o segundo, há dez anos e o terceiro, há quinze anos. O que você aconselha para cada um deles?
S.Arap – É provável que aquele que fez vasectomia há 15 anos esteja na faixa dos 50 anos de idade e queira ter apenas mais um filho. Eu discutiria com ele a possibilidade de um procedimento mais simples como a punção direta do testículo.
Em tese, porém, sempre a revascularização do deferente é sempre melhor. Com a técnica do bebê de proveta, o máximo de aproveitamento por punção que se consegue gira em torno de 25% ou 30%. Em média, é preciso tentar quatro vezes para obter sucesso. Puncionar o espermatozóide quatro vezes aumenta o risco de lesões testiculares, enquanto reverter a vasectomia pode representar a conquista de uma fonte permanente de espermatozóides à disposição. Por isso, para um jovem que tenha feito vasectomia cinco anos antes, indicaria a repermeabilização mesmo que ele diga que quer ter só mais um filho. Quando nasce a criança, é comum esse homem mudar de idéia e querer outros filhos.

DrauzioVocê já fez reversão de vasectomia em alguém que se arrependeu?
S.Arap – Isso nunca aconteceu.