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Valentim Gentil Filho é médico e professor de Psiquiatria na Universidade de São Paulo.

Comportamento familiar

DrauzioO que deve fazer a família diante de um caso como esses?
Valentim – Antes de tudo é preciso combater o medo, porque é ele que aparece primeiro. Depois, é tentar não agir agressivamente contra a pessoa na fase de euforia. No começo, ela é até engraçada, de pensamento ágil, criativa. Se os familiares não estiverem inseguros e temerosos, poderão convencê-la a procurar atendimento para um diagnóstico diferencial, a fim de eliminar possíveis causas imediatas da doença. Se a intervenção ocorrer em 48 ou 72 horas, praticamente não haverá prejuízo. O primeiro remédio que se receita hoje é uma visita a sites da internet especializados em informar as pessoas sobre a regulação do humor porque isso é fundamental na manutenção do tratamento.

DrauzioExiste, no Brasil, alguma associação de apoio a esses pacientes?
Valentim – Existe a ABRATA, Associação Brasileira de Transtornos Afetivos, que tem site na internet <http://www.abrata.org.br>. Essa associação congrega familiares, amigos e portadores de transtorno do humor, tanto o da depressão quanto o bipolar, e é importante na medida em que procura trocar informações e fornecer elementos inclusive para os profissionais de saúde mental sobre a natureza e tratamento adequado da doença. Nos Estados Unidos, o órgão equivalente à ABRATA conta com 500 sedes espalhadas pelo país que prestam serviço semelhante ao da associação brasileira.



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