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José Rosemberg, professor de Pneumologia e um dos fundadores da Faculdade de Medicina da PUC (SP), tem-se destacado no combate à tuberculose e ao tabagismo. Seu livro “Tabagismo, sério problema de saúde pública” foi premiado pela Academia Nacional de Medicina, em 1980.

Futuro trágico

Drauzio – Existe uma projeção de como evoluirá a epidemia do tabaco?
José Rosemberg –
Existem no mundo de dois bilhões e meio a três bilhões de pessoas entre zero e trinta anos. Em 2030, elas terão de 35 a 69 anos. Se nada for feito para reduzir o consumo de tabaco, ele será responsável pela morte de 500 milhões de pessoas. Por isso, as instituições médicas e de saúde pública do mundo inteiro estão prevendo um futuro trágico para a epidemia do tabaco.
A pergunta é por que não se proíbe fumar e vender tabaco. Porque é impossível, uma vez que existem no mundo mais de um bilhão de indivíduos nicotino-dependentes. Como fazer essa gente toda parar de fumar?
Há 500 anos o tabaco vem sendo apresentado como sinônimo de estilo de vida e se fuma muito, mas faz só 50 anos que se sabe que ele mata. Na verdade, o fumante é vítima dessa epidemia. Não podemos estigmatizá-lo.