
|

|
| |
Dr. Flávio Alóe é
médico neurofisiologista clínico e trabalha no Instituto
de Psiquiatria do Hospital das Clínicas. |
Funcionamento do cérebro durante o sonho

Há pessoas que dizem sonhar muito; outras que não
sonham nada. Na verdade, os seres humanos sonham todas as noites, lembrem-se
ou não dos sonhos que tiveram. E tem mais: há trabalhos
demonstrando que todos os mamíferos sonham. Para o cérebro
não faz diferença se é sonho ou realidade, por
isso as recordações das experiências que registramos
dormindo são tão vivas. Se analisarmos as ondas cerebrais
provocadas pelo sonho, veremos que suas características são
semelhantes às dos momentos de vigília. Às vezes,
porém, sua intensidade é tanta que para evitar uma reação
que nos torne capazes de desferir um soco num inimigo hipotético,
no exato instante em que começamos a sonhar, o tronco cerebral
é desligado a fim de impedir que os neurônios conduzam
estímulos motores. Dessa forma, na fase onírica, a atividade
cerebral é máxima e a motora é mínima. Com
exceção dos olhos que se movimentam com rapidez, praticamente
ficamos imóveis. Isso ocorre durante o sono REM (Rapid Eyes Movement).
Se despertarmos nesse período, é provável que nos
recordemos do sonho que estávamos tendo.
|

|

|