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Perguntas enviadas por e-mail Suyane Cristina Costa – Lajes (SC) –A síndrome metabólica está sempre relacionada com a obesidade das pessoas? Marcello Bronstein – Em geral, grande parte das pessoas com síndrome metabólica são obesas ou tem sobrepeso, mas o paciente pode ter peso normal, ser portador de resistência à insulina e, conseqüentemente, da síndrome metabólica. Maria Aparecida de Souza – Recife (PE) – Pessoa com síndrome metabólica pode comer sal? Marcello Bronstein – O sal está relacionado com a pressão alta que freqüentemente faz parte da síndrome metabólica. Todavia, segundo os novos conceitos para o controle da hipertensão, não existe mais a restrição absoluta de sal na dieta. Obviamente não se deve exagerar no consumo de sal, mas não é preciso retirá-lo totalmente. Drauzio – Não faz tanto tempo assim que o sal era retirado totalmente da dieta dos hipertensos. O que provocou essa mudança? Marcello Bronstein – Primeiro, porque a falta absoluta de sal tem algumas repercussões metabólicas desfavoráveis. Depois, porque compromete a palatabilidade da refeição. Não se pode exigir que uma pessoa submetida a um tratamento crônico e de longo prazo retire por completo o sal dos alimentos. Diante de uma situação dessas, é provável que o tratamento seja abandonado depois de algum tempo e é isso o que menos se deseja. Por fim, por si só, a perda de peso pode reverter o quadro de pressão alta. Se não for assim, podemos recorrer à intervenção medicamentosa. Paulo Pereira de Souza – Goiânia (GO) – Quem tem síndrome metabólica pode praticar exercícios normalmente? Marcello Bronstein – Pode e deve. É claro que precisa começar com exercícios adequados à sua condição prévia. Pessoa sedentária, de meia-idade, com problema nas coronárias deve submeter-se a um exame cardiológico, a um teste de esforço para avaliar a intensidade dos exercícios indicados. Uma vez determinada sua capacidade física, pode e deve exercitar-se de forma constante e sistemática. Lúcia Almeida – Rio de Janeiro (RJ) – Quais são os exames indispensáveis para o diagnóstico de síndrome metabólica? Marcello Bronstein – Um exame clínico para determinar o IMC, a circunferência abdominal ou a relação cintura/quadril e medir a pressão arterial. Exames laboratoriais de sangue para avaliar os níveis de glicemia, de colesterol e triglicérides são fundamentais e as avaliações secundárias de ácido úrico, eliminação de proteína pela urina e investigação de fatores inflamatórios, como a proteína C-reativa, também são muito importantes. Sites www.endocrino.org.br www.endoclinicasp.com.br |
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