Síndrome metabólica
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Dr. Marcello Bronstein é médico, professor de Endocrinologia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade São Paulo.

Síndrome metabólica

Todos sabemos que a obesidade está ligada a uma série de complicações a curto, médio e longo prazo. Pessoas obesas têm maior tendência a apresentar pressão arterial elevada, diabetes e alterações dos lípides sangüíneos (colesterol, triglicérides, etc).
Assim como há obesos que não desenvolvem essas complicações, há indivíduos um pouco acima do peso ideal que acumulam gordura no abdômen, têm níveis de triglicérides e colesterol alterados, pressão arterial ligeiramente elevada e, embora não cheguem a ser diabéticos, nos testes de glicemia em jejum, mostram que o nível de açúcar no sangue está um pouco acima do normal.
Hipertensão, elevação da glicemia em jejum, alteração dos níveis de lípides, acúmulo de gordura no abdômen são características de um quadro descrito em 1988 por Reaven, batizado inicialmente como síndrome X e, mais tarde, como síndrome metabólica ou plurimetabólica. Portadores dessa síndrome estão mais propensos a desenvolver doenças cardiovasculares, derrames cerebrais e doenças vasculares periféricas.