Sífilis
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Dr. Luiz Jorge Fagundes é médico e coordena o Laboratório de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) da Faculdade de Saúde Pública da Universidade São Paulo.

Sífilis

Na Grécia Antiga, não se conhecia a sífilis e as doenças sexualmente transmissíveis (DST) eram chamadas de doenças venéreas numa alusão a Vênus, a deusa do amor. No entanto, a sífilis já existia na Antigüidade, pois foram encontrados sinais da doença em tumbas egípcias do tempo dos faraós.
No começo do século XX, Shaudin descobriu que a sífilis era causada pela bactéria Treponema pallidum e Wassermann desenvolveu um teste para detectar a infecção no organismo.
Na década de 1960, porém, os professores das faculdades de medicina diziam aos alunos que prestassem bastante atenção aos casos de sífilis, porque a doença iria desaparecer, uma vez que os métodos de diagnóstico eram seguros e o tratamento, eficaz, simples e barato. Na verdade, foi uma interpretação ingênua dos nossos mestres. A partir dos anos 1980/1990, o aumento dos casos de sífilis, uma doença sexualmente transmissível (DST), foi assustador, especialmente porque é uma doença infecto-contagiosa sistêmica (acomete todo o organismo) e, se não for tratada precocemente, pode levar à morte.