Rubéola
Características da infecção
Sintomas
Tratamento
Diagnóstico
Rubéola congênita
Vacina


Assuntos relacionados a vacinação






BUSCA

Dr. Jorge Amarante é médico infectologista e faz parte do corpo clínico da Maternidade Leonor Mendes de Barros e do Hospital Samaritano de São Paulo.


Vacina

Drauzio Quando surgiu a vacina contra a rubéola?
Jorge Amarante – A vacina foi licenciada nos Estados Unidos em 1969 e, no Brasil, algum anos mais tarde. Hoje, ela está combinada com a vacina contra sarampo e caxumba (outras doenças teratogênicas que provocam alterações fetais), e é chamada de vacina tríplice viral.

DrauzioQual é o esquema de vacinação?
Jorge Amarante – A primeira dose é dada assim que a criança completa um ano de idade e a segunda, entre quatro e seis anos. Se, por algum motivo a segunda dose deixou de ser ministrada no tempo adequado, a qualquer momento, inclusive na vida adulta, pode e deve ser tomada.
Correm risco maior de manifestar rubéola congênita os adolescentes que estão iniciando a vida sexual e não tomaram a segunda dose, pois dela depende a imunidade permanente contra a doença.

DrauzioO ideal é que toda a mulher que pretende engravidar faça o exame de sangue para saber se está imunizada contra a rubéola.
 Jorge Amarante – Sem dúvida. Aliás, esse exame faz parte da lista de exames pré-nupciais que nem sempre são feitos antes do início da vida sexual. Por isso, todas as mulheres que pretendem engravidar devem fazer o teste sorológico para saber como anda sua imunidade para a rubéola. Se ficar constatado que não são imunes, precisam tomar a vacina, que é extremamente eficaz (a eficácia da vacina está próxima de 100%) e previne a síndrome da rubéola congênita. Já, se a concentração de anticorpos no sangue conferir a proteção adequada, não é necessário ministrar a vacina, porque em algum momento, essa pessoa já entrou em contato com o vírus e foi imunizada naturalmente.

Drauzio Vamos insistir nesse ponto. A mulher que pretende engravidar deve ir antes ao ginecologista. Ele irá pedir-lhe uma série de exames, entre eles um teste sorológico para rubéola. Qual é o procedimento a seguir?
Jorge Amarante – Se o exame de sangue revelar que há anticorpos protetores contra a doença, essa mulher não precisa tomar a vacina, porque já foi vacinada ou já entrou em contato com o vírus no passado e está imunizada. Caso contrário, a vacinação é obrigatória.
É preciso lembrar que a vacina contra a rubéola é fabricada com o vírus vivo, embora atenuado na sua capacidade de produzir a doença. Portanto, a mulher não pode estar grávida naquele momento, pois esse vírus pode causar alterações fetais. Além disso, uma vez vacinada, o ideal é que a mulher espere quatro semanas para engravidar.
Em 2002, houve uma grande campanha de vacinação contra a rubéola e milhões de mulheres em idade procriativa foram vacinadas. Acidentalmente, algumas delas que não sabiam ainda que estavam grávidas receberam a vacina com um vírus que capaz de causar a rubéola congênita. Essas foram acompanhadas e avaliadas continuamente e serviram de base para a tese da Dra. Helena Sato. O trabalho revelou que as crianças nascidas dessas mães não foram acometidas pela doença, ou seja, a vacina não causou danos fetais apesar de ter sido inoculado o vírus vivo da rubéola. Parece, então, que a atenuação do vírus presente na vacina é inócua para o feto.