Depressão: doença que precisa de tratamento
Diferença entre tristeza e depressão
Sintomatologia da depressão
Comportamento familiar paradoxal
Doença prevalente nas mulheres
Depressão pós-parto
Depressão na menopausa
Depressão nos homens
Depressão na velhice
Mudanças no paradigma de tratamento
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Estratégias de convencimento
Duração do tratamento
Gatilhos desencadeantes da depressão
Depressão sazonal
Força da hereditariedade
Reflexo nas relações afetivas
Orientação aos familiares
Depressão: doença incapacitante?
Possibilidades de prevenção






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Ricardo Moreno é médico psiquiatra e professor do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo.

Comportamento familiar paradoxal

DrauzioExiste uma contradição que se estabelece nesses quadros. A família vê a pessoa nesse estado e quer que reaja, mas ela não consegue e os familiares se voltam contra o deprimido. Isso é regra?
R. Moreno - Essa é uma armadilha em que caem as famílias e o deprimido porque, esgotadas todas as tentativas para estimulá-lo, surge a raiva: “Ele não reage; eu tento, mas ele não quer melhorar”. Tal comportamento reforça a desesperança e a baixa auto-estima próprias do indivíduo com depressão. Por isso, é importante esclarecer familiares e paciente que essa incapacidade de reação é uma das características da doença e ajuda a diferenciar o estado patológico do normal. Quando estamos tristes, somos capazes de reagir aos estímulos de prazer. O deprimido dificilmente o consegue. A depressão tira-lhe as forças. Ele não tem como lutar contra ela.