Depressão: doença que precisa de tratamento
Diferença entre tristeza e depressão
Sintomatologia da depressão
Comportamento familiar paradoxal
Doença prevalente nas mulheres
Depressão pós-parto
Depressão na menopausa
Depressão nos homens
Depressão na velhice
Mudanças no paradigma de tratamento
Efeitos colaterais
Estratégias de convencimento
Duração do tratamento
Gatilhos desencadeantes da depressão
Depressão sazonal
Força da hereditariedade
Reflexo nas relações afetivas
Orientação aos familiares
Depressão: doença incapacitante?
Possibilidades de prevenção






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Ricardo Moreno é médico psiquiatra e professor do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo.

Duração do tratamento

DrauzioDepressão é uma doença crônica. Em muitos casos há períodos em que a pessoa passa bem e depois volta a ficar deprimida. Isso implica tratamentos muito longos?
R. Moreno – Sabemos que a doença tende a ser recorrente em mais ou menos metade dos pacientes. Quem já teve um quadro de depressão tem 50% de possibilidade de ter outro. Para quem já teve dois episódios, o risco aumenta para 70% e, para quem teve três, sobe para mais de 90%. Portanto, alguns pacientes precisarão tomar medicamentos durante anos e outros, pela vida toda com o intuito de prevenir a recorrência. Para esses pacientes, o acompanhamento psicológico e uma boa relação médico-paciente são fundamentais para a adesão e sucesso do tratamento.

DrauzioComo convencer os pacientes de que precisam tomar os remédios a vida inteira?
R. Moreno – É preciso explicar que a retirada do medicamento nunca deve ser feita de forma abrupta porque no processo de diminuição gradativa da dose os sintomas podem voltar. Isso convence o paciente de que é necessário manter o tratamento por um período mais longo ou até pela vida toda.