Depressão: doença que precisa de tratamento
Diferença entre tristeza e depressão
Sintomatologia da depressão
Comportamento familiar paradoxal
Doença prevalente nas mulheres
Depressão pós-parto
Depressão na menopausa
Depressão nos homens
Depressão na velhice
Mudanças no paradigma de tratamento
Efeitos colaterais
Estratégias de convencimento
Duração do tratamento
Gatilhos desencadeantes da depressão
Depressão sazonal
Força da hereditariedade
Reflexo nas relações afetivas
Orientação aos familiares
Depressão: doença incapacitante?
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Ricardo Moreno é médico psiquiatra e professor do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo.

Depressão: doença que precisa de tratamento

Depressão não é tristeza. É uma doença que precisa de tratamento. Cerca de 18% das pessoas vão apresentar depressão em algum período da vida. Quando o quadro se instala, se não for tratado convenientemente, costuma levar vários meses para desaparecer. É também uma doença recorrente. Quem já teve um episódio na vida, apresenta cerca de 50% de possibilidades de manifestar outro; quem teve dois, 70% e, no caso de três quadros bem caracterizados, esse número pode chegar a 90%.
A depressão é uma patologia que atinge os mediadores bioquímicos que agem na condução dos estímulos através dos neurônios que possuem prolongamentos que não se tocam. Entre um e outro, há um espaço livre chamado sinapse absolutamente fundamental para a troca de substâncias químicas, íons e correntes elétricas. Essas substâncias trocadas na transmissão do impulso entre os neurônios, os neurotransmissores, vão modular a passagem do estímulo representado por sinais elétricos.
Na depressão, há um comprometimento dos neurotransmissores responsáveis pelo funcionamento normal do cérebro.