Ressuscitação


Primeira parte
Adilson Nascimento


Segunda parte - Sérgio Timerman
a) Prevalência
b) Novas Normas de Ressuscitação
c) Uso do desfibrilador


Assuntos relacionados a reanimação cardíaca

Assista ao vídeo






BUSCA



Dr. Sérgio Timerman
é médico cardiologista, diretor do Departamento de Ressuscitação e Centro de Treinamento em Emergências do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.

Adilson do Nascimento, ex-jogador de basquete da seleção brasileira, participou de três olimpíadas, quatro campeonatos mundiais e vários campeonatos sul-americanos. Jogando numa equipe de veteranos, teve uma parada cardíaca na quadra do clube Paulistano.

Segunda parte - Sérgio Timerman

c) Uso do desfibrilador

Drauzio Por que o uso do desfibrilador é importante nesse momento?
Sergio Timerman – O desfibrilador emite uma descarga elétrica para corrigir a fibrilação ventricular e fazer o coração bater novamente no ritmo adequado para bombear o sangue.

DrauzioO que é fibrilação ventricular?
Sergio Timerman – Nada mais do que um caos elétrico que se instala no coração, que deixa de bombear o sangue. Não existe tratamento químico para corrigir esse defeito. Só a desfibrilação é capaz de revertê-lo. O desfibrilador automático foi idealizado especialmente para que os leigos pudessem usá-lo, como aconteceu no caso do Adilson.
As novas diretrizes para ressuscitação, porém, deixam claro que o desfibrilador deve ser usado levando em conta o tempo da parada cardíaca. Até os quatro primeiros minutos, o choque é fundamental e provavelmente vai interromper o processo de fibrilação ventricular. Mais do que quatro minutos, o importante é fazer uma boa massagem cardíaca antes de aplicar a desfibrilação.

DrauzioSe o socorrista não puder contar com um desfibrilador, pode dar um choque com um fio elétrico na pessoa com parada cardíaca?
Sergio Timerman – Não pode. Se fizer isso, vai eletrocutar a vítima.  A falta de desfibriladores no local obriga o socorrista a continuar fazendo as compressões no tórax do paciente até a chegada do serviço de emergência.
Em São Paulo (SP) existe uma lei que torna obrigatório a instalação desses equipamentos em número suficiente nos locais de grande concentração para que a pessoa com parada cardíaca possa ser atendida antes que tenham passado os primeiros quatro minutos.