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Calógero Presti é cirurgião vascular da Faculdade de Medicina da Universidade São Paulo e do Hospital Sírio-Libanês.
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Escleroterapia

Drauzio - A escleroterapia resolve o problema estético
dessas veiazinhas que aparecem nas pernas e incomodam especialmente
as mulheres?
Calógero Presti - Na maioria das vezes, o tratamento escleroterápico
tem finalidade estética. Existem escolas européias que
defendem o emprego dessa técnica em veias grandes. No Brasil,
porém, ela tem aplicação basicamente estética
e é indicada para veias de pequeno calibre, com menos de 2mm
ou para as aranhas vasculares (telangectasias).
Drauzio - Em que consiste exatamente a escleroterapia?
Calógero Presti - A escleroterapia consiste na injeção
de uma substância que desidrata veias dérmicas, ou melhor,
provoca uma flebite química que as destrói. Tal destruição
é desejável, uma vez que é impossível retirá-las
cirurgicamente.
O tratamento é praticamente indolor. Atualmente, existem agulhas
com pontas siliconizadas que tornam quase imperceptível a punção
e os esclerosantes, geralmente diluídos em glicose, provocam
pouca ou nenhuma reação dolorosa.
Drauzio - Quantas pequenas veias podem ser esclerosadas numa
única sessão?
Calógero Presti - É possível esclerosar
um número relativamente grande porque o tratamento é quase
indolor e dispensa anestesia. A rotina é estabelecer sessões
semanais e realizar as aplicações respeitando o grau de
tolerância de cada paciente que pode retomar suas atividades normais
tão logo a sessão termine.
Drauzio - Só se indica a escleroterapia com fins estéticos?
Calógero Presti - Fundamentalmente, a escleroterapia é
uma indicação estética. Existem, porém,
certos problemas vasculares para os quais ela é também
boa indicação. As veias dérmicas, que sangram muito,
podem ser tratadas com esclerosantes e posteriormente amarradas para
interromper a hemorragia.
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