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Síndrome do ovário policístico
Principais sintomas da síndrome do ovário policístico
Evolução nos métodos de diagnóstico
Características das alterações menstruais
Diferença entre cisto no ovário e ovário policístico
Possíveis causas da síndrome
Desequilíbrio hormonal: maior produção de hormônios masculinos
Relação entre acne e a síndrome de ovário policístico
Possibilidades de tratamento
Esterilidade relacionada à síndrome
Produção de andrógenos e aumento da libido
Riscos da síndrome do ovário policístico na menopausa
Outros recursos para o tratamento da síndrome





Hans Halbe é médico e professor de ginecologia na Faculdade de Medicina da Universidade São Paulo.

Síndrome do ovário policístico

Hoje, quase todas as mulheres são submetidas ao exame de ultra-som ginecológico em alguma fase da vida. Esse procedimento permitiu identificar vários cistos nos ovários em 20% a 30% delas. São os ovários policísticos.
Na maior parte dos casos, porém, esses cistos não têm nenhuma importância fisiológica, não modificam nada no corpo da mulher. Entretanto, ao redor de 10% deles, os ovários policísticos estão associados a outros sintomas, principalmente a alterações menstruais, geralmente a longos intervalos, às vezes até de meses, entre dois ciclos menstruais.
Os ovários policísticos podem estar associados, ainda, ao aparecimento de pêlos no corpo, de acne e da obesidade. É esse conjunto de manifestações que caracteriza a síndrome dos ovários policísticos.
(imagem 1)Fazem parte do aparelho reprodutor feminino o útero que através do colo desemboca na vagina, as trompas, ou tubas uterinas, uma de cada lado do útero e os ovários com formato semelhante ao de duas pequenas ameixas.
O ovário policístico é constituído por tecido normal, embora possua pequenos cistos, em geral ao redor de dez.