Pílulas anticoncepcionais
Composição e efeitos colaterais
Idade
Uso contínuo
Contra-indicações
Controle periódico
Indicação no climatério
Tipos de pílulas


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Dr. José Mendes Aldrighi é médico, professor de Ginecologia do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e chefe do Departamento de Saúde Materno-Infantil da Faculdade de Saúde Pública da Universidade São Paulo. Em co-autoria com André Arpad Faludi e Antonio de Pádua Mansur escreveu o livro “Doença Cardiovascular no Climatério” (Editora Atheneu).

Tipos de pílulas

DrauzioQual é a composição das pílulas anticoncepcionais disponíveis atualmente no mercado?
José Aldrighi – Basicamente, existem dois grandes grupos de pílulas anticoncepcionais. O primeiro é constituído pelas pílulas que contêm dois hormônios femininos sintéticos: o estrogênio associado ao progestogênio. Além de bloquear a ovulação, essas pílulas agem sobre o colo do útero, impedindo que dilate, como forma de dificultar a passagem do espermatozóide para a cavidade uterina, ou seja, elas fecham a porta de entrada do espermatozóide. Além disso, agem no próprio útero evitando que adquira as condições necessárias para acolher o ovo.
O segundo grupo é formado pelas pílulas que contêm só progestogênio. Essas agem sobre a hipófise para bloquear a ovulação e provocam um fechamento mais intenso do colo do útero para impedir a ascensão do espermatozóide.

Drauzio Quais as vantagens dos hormônios sintéticos com finalidade contraceptiva aplicados por via injetável?
José Aldrighi – Além de as associações hormonais serem aplicadas por via injetável numa dose única uma vez por mês, elas representam uma opção para as mulheres com intolerância aos hormônios por via oral e para as adolescentes, uma vez que com freqüência elas se esquecem de tomar a pílula. Outra vantagem é que ajudam a manter a privacidade, pois desobrigam as jovens de andar com a cartela de comprimidos na bolsa.
O laboratório que fabrica a injeção também fornece uma seringa com agulha pequena, que torna a aplicação praticamente indolor e seu preço regula com o das pílulas convencionais.

DrauzioÉ mesmo comum ouvir as meninas dizerem: “Ah, esqueci de tomar a pílula ontem. O que é que eu faço?”. Qual é sua recomendação nesses casos?
José Aldrighi – O primeiro passo é o médico mostrar-se grande amigo daquela cliente, a fim de estabelecer um vínculo de confiança que favorece a conversa sincera entre ambos. Depois, é preciso ser bastante didático, ao expor quais são os métodos contraceptivos disponíveis e as vantagens e desvantagens de cada um deles. Se a escolha recair sobre a pílula anticoncepcional, é fundamental fazer a moça entender como funciona o medicamento e a necessidade de tomá-lo todos os dias para garantir sua eficácia.
O esquema é o seguinte: no primeiro mês, ela deve começar a tomar a pílula no primeiro dia de sangramento menstrual e seguir tomando por 21 dias seguidos, sempre no mesmo horário. Depois faz uma pausa de 7 dias e recomeça a tomá-las, seguindo a mesma orientação: toma por 21 dias consecutivos, pára 7 dias, volta tomar 21, pára sete, e assim sucessivamente.