Pílulas anticoncepcionais
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Dr. José Mendes Aldrighi é médico, professor de Ginecologia do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e chefe do Departamento de Saúde Materno-Infantil da Faculdade de Saúde Pública da Universidade São Paulo. Em co-autoria com André Arpad Faludi e Antonio de Pádua Mansur escreveu o livro “Doença Cardiovascular no Climatério” (Editora Atheneu).


Uso contínuo

DrauzioA pílula pode ser utilizada ininterruptamente, ou você recomenda que a mulher faça algumas pausas?
José Aldrighi – Quando começamos a trabalhar com anticoncepção, a regra era que as mulheres deveriam fazer pausas no uso de pílulas contraceptivas. Hoje, a experiência nos mostra que, quando são respeitados esses intervalos, o índice de gravidez indesejada fica ao redor de 20%, alto, portanto.
Além disso, o medo de que o uso ininterrupto e prolongado da pílula pudesse transformar-se num problema clínico mostrou-se improcedente. Na verdade, acontece o contrário. As pausas fazem com que o organismo esteja em constante processo de adaptação. Vamos tomar, como exemplo, o metabolismo que acaba se ajustando ao uso de hormônios. Uma vez suspensa a administração da pílula, ele entra em repouso. Algum tempo depois, porém, recebe nova carga de hormônios e precisa readaptar seu funcionamento.