Pílulas anticoncepcionais
Composição e efeitos colaterais
Idade
Uso contínuo
Contra-indicações
Controle periódico
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Dr. José Mendes Aldrighi é médico, professor de Ginecologia do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e chefe do Departamento de Saúde Materno-Infantil da Faculdade de Saúde Pública da Universidade São Paulo. Em co-autoria com André Arpad Faludi e Antonio de Pádua Mansur escreveu o livro “Doença Cardiovascular no Climatério” (Editora Atheneu).


Pílulas anticoncepcionais

A primeira pílula anticoncepcional, Enovid-R, lançada no mercado em 1960, foi descoberta por pesquisadores interessados, por estranho que possa parecer, num caminho para combater a esterilidade feminina e chegaram a uma fórmula contraceptiva. Esse achado foi de extrema importância para o sucesso da Revolução Sexual, que pôs fim a séculos e séculos de repressão, sobretudo para as mulheres, e alterou padrões de comportamento, visão de mundo e estilo de vida dos dois sexos.
Com a pílula, as mulheres se tornaram donas do próprio corpo, puderam exercer a sexualidade sem o ônus da gravidez indesejada. Isso lhes abriu as portas do mercado de trabalho e lhes possibilitou investir em novos tipos de relacionamento. Desde então, a pílula vem sendo utilizada como forma de garantir a liberdade sexual, já preconizada por pensadores como Freud, Reich e Kinsey.
As primeiras lançadas no mercado continham altas doses de estrogênio e provocavam efeitos colaterais indesejáveis, como aumento de peso, distúrbios vasculares e dor nas mamas. A redução desse hormônio e do progestogênio nas pílulas mais modernas reduziu significativamente a ocorrência dos efeitos indesejáveis. Entretanto, seu uso é contra-indicado após os 35 anos para as mulheres que fumam, porque aumenta o risco de acidentes cardiovasculares.