Pílulas anticoncepcionais

A primeira pílula anticoncepcional, Enovid-R,
lançada no mercado em 1960, foi descoberta por pesquisadores
interessados, por estranho que possa parecer, num caminho para combater
a esterilidade feminina e chegaram a uma fórmula contraceptiva.
Esse achado foi de extrema importância para o sucesso da Revolução
Sexual, que pôs fim a séculos e séculos de repressão,
sobretudo para as mulheres, e alterou padrões de comportamento,
visão de mundo e estilo de vida dos dois sexos.
Com a pílula, as mulheres se tornaram donas do próprio
corpo, puderam exercer a sexualidade sem o ônus da gravidez
indesejada. Isso lhes abriu as portas do mercado de trabalho e lhes
possibilitou investir em novos tipos de relacionamento. Desde então,
a pílula vem sendo utilizada como forma de garantir a liberdade
sexual, já preconizada por pensadores como Freud, Reich e
Kinsey.
As primeiras lançadas no mercado continham altas doses de
estrogênio e provocavam efeitos colaterais indesejáveis,
como aumento de peso, distúrbios vasculares e dor nas mamas.
A redução desse hormônio e do progestogênio
nas pílulas mais modernas reduziu significativamente a ocorrência
dos efeitos indesejáveis. Entretanto, seu uso é contra-indicado
após os 35 anos para as mulheres que fumam, porque aumenta
o risco de acidentes cardiovasculares.