O que é?

Drauzio – O que se entende
por pílula
pós-coital?
José Aldrighi – A pílula pós-coital nada
mais é do que a pílula anticoncepcional comum constituída
por estrogênio e progestogênio. A única diferença
está na dosagem um pouco maior (50 microgramas de estrogênio
e 250 microgramas de progestogênio), quando indicada após
uma relação sexual que represente risco de gravidez.
Então, a jovem que manteve relação num momento
inoportuno, ou teve a infelicidade de o preservativo ter-se rompido,
o que não é tão infreqüente assim, ou,
ainda, aquela que foi vítima de estupro podem valer-se dessa
pílula para afastar o risco da gestação indesejada.
Na verdade, a pílula pós-coital contribuiu para evitar
algumas agressões ao organismo que as mulheres cometiam, quando
suponham estar grávidas. Por exemplo, ao se darem conta do
ocorrido, aquelas que tinham mantido relação sexual
próxima do período ovulatório faziam as maiores
acrobacias para adiantar a chegada da menstruação.
Para tanto, recorriam a drogas abortivas com efeitos colaterais danosos
para sua saúde ou introduziam instrumentos dentro do útero,
que podiam provocar danos gravíssimos ao organismo.