Pílula pós-coital
O que é?
Indicação e dosagem
Atendimento no serviço público
Efeitos colaterais
Período fértil
Falibilidade dos métodos contraceptivos
Orientação às jovens


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José Mendes Aldrighi é médico, professor de Ginecologia do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e chefe do Departamento de Saúde Materno-Infantil da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. Em co-autoria com André Arpad Falud e Antônio Pádua Mansur, escreveu o livro “Doença Cardiovascular no Climatério” (Editora Atheneu).


O que é?

DrauzioO que se entende por pílula pós-coital?
José Aldrighi – A pílula pós-coital nada mais é do que a pílula anticoncepcional comum constituída por estrogênio e progestogênio. A única diferença está na dosagem um pouco maior (50 microgramas de estrogênio e 250 microgramas de progestogênio), quando indicada após uma relação sexual que represente risco de gravidez.
Então, a jovem que manteve relação num momento inoportuno, ou teve a infelicidade de o preservativo ter-se rompido, o que não é tão infreqüente assim, ou, ainda, aquela que foi vítima de estupro podem valer-se dessa pílula para afastar o risco da gestação indesejada.
Na verdade, a pílula pós-coital contribuiu para evitar algumas agressões ao organismo que as mulheres cometiam, quando suponham estar grávidas. Por exemplo, ao se darem conta do ocorrido, aquelas que tinham mantido relação sexual próxima do período ovulatório faziam as maiores acrobacias para adiantar a chegada da menstruação. Para tanto, recorriam a drogas abortivas com efeitos colaterais danosos para sua saúde ou introduziam instrumentos dentro do útero, que podiam provocar danos gravíssimos ao organismo.