Pílula pós-coital

O início
da vida sexual ocorre cada vez mais cedo, na maior parte das vezes,
sem que os jovens se preocupem com nenhum procedimento contraceptivo.
Conseqüentemente, não são raros os casos de meninas
grávidas aos onze, doze anos de idade. Segundo a Organização
Mundial de Saúde, a única maneira de evitar tais incidentes é mantê-las
informadas a respeito dos riscos a que estão expostas - entre
eles, a transmissão de doenças graves como a AIDS,
por exemplo, - e garantir-lhes o acesso aos métodos anticoncepcionais.
Entretanto, apesar do nível de informação sempre
crescente a respeito dos riscos e implicações inerentes
ao exercício da sexualidade e dos meios disponíveis
para evitá-los, muitas moças se descuidam e engravidam.
As desculpas são muitas: acharam desnecessária a prevenção,
porque consideravam remota a possibilidade de manter relações
sexuais, haja vista que não tinham namorado fazia muito tempo,
ou porque as relações eram tão esporádicas
que não justificavam o uso contínuo das pílulas
anticoncepcionais, ou, ainda, porque o rapaz tinha o hábito
de usar preservativos.
De repente, as coisas escapam de seu controle e elas se dão
conta de que o programa do dia anterior coincidiu exatamente com
o período fértil. Diante da possibilidade de uma gestação
indesejada, muitas recorrem à pílula pós-coital,
também conhecida como pílula do dia seguinte, ou do
arrependimento, que deveria ser usada só em situações
extremas e não como rotina para evitar a gravidez.