Cuidados paliativos
Área de atuação
Tipo de atendimento
Principais dificuldades
Objetivo do tratamento
Medicação
Sintomas freqüentes
Resposta dos doentes
Opção difícil
Aceitação dos familiares
Especialização profissional


Assuntos relacionados ao tratamento do câncer






BUSCA







Dra. Maria Goretti Sales Maciel é médica, com formação em Medicina da Família e da Comunidade, presidente da Academia Nacional de Cuidados Paliativos e coordenadora do programa de Cuidados Paliativos do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) de São Paulo (SP).

Dalva Yukie Matsumoto é médica oncologista, coordenadora do programa de Cuidados Paliativos do Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM) de São Paulo (SP).


Principais dificuldades

Drauzio Na prática, quais os problemas mais freqüentes que vocês enfrentam?
Dalva Matsumoto – Em relação à assistência médica que oferecemos, os problemas mais freqüentes são o pouco treinamento que a grande maioria dos médicos especialistas tem para tratar a dor de forma adequada e abordar os outros sintomas desagradáveis que se instalam na fase avançada da doença crônica, e a falta de preparo para ajudar nas questões que envolvem a família, especialmente as de ordem emocional e espiritual.
Nossa equipe do Hospital do Servidor Público Municipal desenvolveu técnicas específicas para contornar a dificuldade de comunicação entre os médicos assistentes e o paciente. Não é que faltem informações. O problema é mesmo de comunicação. Às vezes, o médico acha que está sendo claro, mas a família e o doente não conseguem entender o que ele diz.

Drauzio Você poderia descrever essas técnicas?
Dalva Matsumoto – O primeiro passo é ouvir o paciente, observá-lo como indivíduo que tem uma história, uma cultura, um nível de entendimento próprio para adequar a linguagem a seu grau de compreensão. Nossa equipe de trabalho é multiprofissional e cada membro deve estar atento a todas as características e condições daquele doente. Assim, se um dado qualquer escapar de um de nós acabará sendo notado por outro. Esse foi o modo que encontramos para enxergar o paciente e seus familiares como um todo, a fim de atender às necessidades desse núcleo de forma bastante personalizada.