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Cristiano Zerbini é médico reumatologista e trabalha nos hospitais Heliópolis e Sírio-Libanês de São Paulo.


Recomposição do esqueleto

Nossos ossos parecem pétreos, feito de mármore, mas, na verdade, são porosos. Ao contrário do que se pode imaginar, eles estão em constante processo de recomposição, uma vez que são formados por células que vão sendo absorvidas e renovadas permanentemente, de tal forma que a mais ou menos cada dez anos nosso esqueleto se refaz inteiro.
Com o passar da idade, a velocidade de absorção aumenta e a velocidade de formação das células ósseas diminui. Resultado: o esqueleto vai ficando progressivamente mais poroso, perde resistência aos esforços e começam a surgir fraturas especialmente no pulso, na coluna e nos quadris, às vezes causadas por pequenos impactos como os provocados por um espirro, por exemplo.
Esse processo de rarefação que caminha do osso normal até o mais poroso chama-se osteoporose, doença para a qual existe prevenção e tratamento.