Nicotina
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José Rosemberg é professor de Pneumologia. Um dos fundadores da Faculdade de Medicina de Sorocaba da Pontifícia Universidade Católica (SP), destaca-se no combate à tuberculose e ao tabagismo. Entre outras obras, em co-autoria com Marco Antônio Miranda e Ana Margarida Arruda Rosemberg, publicou “Nicotina – Droga Universal”.

Dependência na mulher

DrauzioÉ mesmo mais difícil para a mulher largar de fumar?
José Rosemberg - A diversidade genética é maior nas mulheres do que nos homens. Com mais freqüência, o gene integral CPY2A6 está presente nelas. Conseqüentemente, mesmo quando decidem parar de fumar, a capacidade maior de decompor a nicotina faz com que sejam mais freqüentes as recaídas.
Além disso, pesam fatores psicológicos. A nicotina consome calorias e, geralmente, o indivíduo ganha um ou dois quilos quando pára de fumar, mas depois seu peso equilibra. Se tiver um problema genético hormonal, acabará engordando mais. Ora, mulheres têm pavor de engordar e muitas continuam fumando por medo de ganhar peso. Elas não sabem que fumante magro morre mais por doenças do que não-fumante gordo.