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Medicina dos viajantes No final de novembro de 2004, tive uma experiência inesquecível. Viajei para a Floresta Amazônica, para uma área onde desenvolvemos um projeto de pesquisa sobre plantas da flora brasileira, a fim de extrair extratos para testá-los experimentalmente em células tumorais malignas e bactérias resistentes a antibióticos. É um trabalho que faço há mais de doze anos, com regularidade e freqüência. Devo ter ido para esse local mais de cem vezes sem nenhum problema, tanto que me descuidei da dose de reforço da vacina contra febre amarela, que eu tinha tomado fazia muito tempo. O descaso custou caro. Infelizmente, peguei febre amarela, uma doença grave que coloca em risco a vida das pessoas infectadas pelo vírus: cerca de 50% dos que adquirem a doença vão a óbito. O que aconteceu comigo, médico, ciente da importância dessa vacina que deve ser renovada a cada dez anos e, portanto, com a obrigação de respeitar as datas para fazê-lo, pode acontecer com outras pessoas, por descuido ou falta de informação. São muitas as que se deslocam para determinadas regiões de risco sem saber que deveriam ter tomado certos cuidados antes de viajar e que existem núcleos de medicina do viajante para orientá-las como prevenir diversas doenças. |
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