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Meningite bacteriana Drauzio – Quando se fala em meningite, as pessoas imediatamente pensam numa doença infecciosa, muito grave e que pode deixar seqüelas. Como é a evolução da meningite bacteriana? Esper Kallás – Essa fama terrível da doença se deve a um tipo específico de meningite provocado por uma bactéria chamada meningococo. No Brasil, ela ganhou notoriedade porque, entre 1972 e 1974, ocorreu em São Paulo a maior epidemia de meningite meningocócica de que se tem notícia no mundo. O meningococo é transmitido pelas vias respiratórias, quer dizer, o convívio íntimo entre as pessoas favorece a transmissão da bactéria, que passa do nariz para o sangue, é levada para o cérebro onde estão as meninges e provoca uma infecção. Num curto espaço de tempo, aparecem sintomas como febre alta, mal-estar, vômitos, dor de cabeça e no pescoço, dificuldade para encostar o queixo no peito e, às vezes, manchas vermelhas pelo corpo, sinal de que a infecção está se alastrando rapidamente. Associada à infecção por outros tipos de bactéria, a meningite por meningococo pode ser fatal em algumas horas. Felizmente, uma minoria de casos evolui com essa gravidade. Nos outros, a evolução é mais lenta, o que permite identificar a doença e introduzir sem demora o tratamento. Drauzio - Só o meningococo pode provocar um quadro como esse? Esper Kallás – Não. Também o pneumococo, bactéria que causa pneumonia, e o hemófilo. As mães já devem ter ouvido falar deste último porque há vacinas contra ele. |
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