Câncer de mama – Epidemiologia e Prevenção
Aumento na incidência de câncer de mama
Fatores predisponentes
Menarca precoce e menopausa tardia
Obesidade e câncer de mama
Relação entre hormônio feminino e câncer de mama
População feminina de risco
Retirada preventiva da mama
Investigando a predisposição genética
Medidas preventivas
Mamografia: exame indispensável
Microcalcificações benignas e malignas
Presença de cistos mamários
Importância do ultra-som
Outros cuidados importantes
Relação entre número de filhos, amamentação e câncer de mama
Importância da investigação genética
Câncer de mama e implante de silicone
Reposição hormonal: prós e contras
Estilo de vida e câncer de mama


Entrevistas:
Tratamento do câncer de mama






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Sérgio Simon é médico oncologista e trabalha no Hospital Albert Einstein.

Reposição hormonal: prós e contras


DrauzioQual a influência da reposição hormonal no câncer de mama?
S.Simon – Nem todas as mulheres têm necessidade fisiológica de fazer reposição hormonal. Muitas fazem esse tratamento por motivos estéticos, para ficar com aparência mais jovem ou porque está na moda e alguns médicos recomendam. Para essas, a reposição hormonal é desaconselhada.
Outras, no entanto, precisam dessa reposição porque apresentam alterações de comportamento, depressão e osteoporose. Para aquelas em que a perda de cálcio pode implicar problemas graves no futuro como fraturas, dores, perda de altura, deformidades na coluna, a reposição hormonal deve se indicada porque os benefícios que trará superam, com vantagem, o pequeno aumento no risco de incidência de câncer de mama.

Drauzio – Ao contrário do que se preconizava há dez anos, a reposição hormonal não deve ser indicada para todas as mulheres?

S.Simon – Está na hora de parar com a indicação de reposição hormonal para todas as mulheres, mesmo porque estudos recentes demonstram um pequeno mas substancial aumento no risco de câncer de mama nas mulheres submetidas a esse tratamento.