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Tratamento: indução da remissão Drauzio – Quando o tratamento precisa começar o mais depressa possível porque o paciente está em risco, qual é a primeira medida que deve ser tomada? Tabacof – Basicamente, na grande maioria das leucemias agudas, o tratamento começa pela quimioterapia. Tanto o tratamento da leucemia mielóide quanto o da linfóide, em geral, exige internação hospitalar e aplicação de um cateter central porque as veias dos braços não são suficientes para suportar a aplicação das drogas quimioterápicas e as transfusões necessárias. Essa primeira fase do tratamento é chamada de indução da remissão e seu objetivo é matar, eliminar as células doentes, os blastos. Às vezes, em uma ou duas semanas eles somem do sangue porque são muito sensíveis à quimioterapia. Eliminados os blastos, há a recuperação das outras séries, porque eles deixaram de infiltrar a medula e os precursores das células vermelhas proliferam, assim como se normaliza a produção de hemoglobina e das plaquetas e o hemograma se restabelece nos níveis adequados. Embora no início o tratamento seja bastante dramático e agressivo, em poucas semanas de internação hospitalar, há a indução da remissão. Um novo mielograma costuma revelar que não existe mais doença na medula óssea. O paciente atingiu de fato a remissão. Sabe-se, porém, que essa intervenção terapêutica não basta para eliminar de vez a leucemia. Podem ter sobrado pequenas quantidades de células doentes que farão a doença voltar invariavelmente. A indução é o primeiro passo para cura, mas se o tratamento parar aí, a doença recidiva. Drauzio – Quanto tempo dura essa etapa do tratamento? Tabacof – Em geral, dura mais ou menos um mês. |
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