Incontinência fecal
Causas
Sintomas
Reflexo na qualidade de vida
Diagnóstico
Tratamento
Esfíncter artificial e neuro-estimulação






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Dra. Angelita H. Gama é médica, professora de Coloproctologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e trabalha nos hospitais Oswaldo Cruz e Beneficência Portuguesa de São Paulo.


Incontinência fecal

Incontinência fecal, isto é, a incapacidade de controlar a eliminação das fezes, é um assunto delicado sobre o qual os portadores desse distúrbio não costumam conversar nem mesmo com os médicos. O constrangimento é tanto que o problema evolui e vai comprometendo cada vez mais a qualidade de vida desses pacientes que acabam sem coragem de sair de casa. Para entender melhor como funciona o controle da evacuação é preciso conhecer a anatomia da pelve. Na parte de trás da pelve óssea, ou bacia como popularmente é chamada, situa-se o osso sacro formado pela fusão de cinco vértebras do finalzinho da coluna, e pelo cóccix, o ossinho pontudo que pode ser visto na imagem 1. A parte inferior da cavidade pélvica é constituída pelo períneo onde se situam os órgãos genitais e o canal anal. A musculatura do períneo dá suporte ao ânus, a porção final do aparelho digestivo. O canal anal tem um esfíncter interno e outro externo e é enervado pelo nervo pudendo, que é fundamental para o funcionamento de toda a musculatura da base do períneo e pelo controle dos esfíncteres. Qualquer alteração anatômica nessa região pode ser responsável pela incontinência fecal.