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Casos mais graves Drauzio – Qual foi o caso mais grave que você já atendeu? Ribas – Sob o ponto de vista psicológico, considero três casos como os mais significativos. O primeiro é o caso da criança de sete anos que não conseguia ser alfabetizada e que, por ignorância dos pais, era espancada por eles. Seus cadernos ficavam molhados pelo suor excessivo que brotava em suas mãos. Os professores de uma escola do interior não entendiam o problema e relatavam o fato aos pais que batiam no filho porque achavam que ele fazia aquilo de propósito. O segundo foi o de um senhor de 48 anos que nunca conseguiu estabelecer um relacionamento que não fosse pago. Ele passou mais da metade de sua vida útil sem ter experimentado um momento de tranqüilidade. Outro caso que me chamou a atenção envolvia quatro pessoas da mesma família, todas com hiperidrose, que viviam como párias sociais. O pai se encarregava do sustento das filhas que permaneciam trancadas dentro de casa sem nenhum relacionamento fora do lar. Drauzio – Nos casos de hiperidrose, o que mais atrapalha o relacionamento social é o das mãos? Ribas – Sem dúvida nenhuma a hiperidrose das mãos choca muito e atrapalha qualquer tipo de contato. Imagine uma pessoa que tivesse de trabalhar segurando um microfone. Os choques provocados pelo suor de suas mãos impediriam que ela desempenhasse essa atividade profissional. |
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