Hiperidrose
Principais queixas dos pacientes com hiperidrose
Impacto psicológico da hiperidrose
Características genéticas e grupos de risco
Faixa etária das primeiras manifestações
Propriedade da indicação cirúrgica
Casos mais graves
Diagnóstico da hiperidrose patológica
Tratamentos não-cirúrgicos
Descrição do procedimento cirúrgico
Resultados pós-cirúrgicos






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Dr. José Ribas Milanez é cirurgião do grupo de tórax do Hospital das Clínicas de São Paulo e do Hospital Albert Einstein.

Faixa etária das primeiras manifestações

DrauzioQuando costuma aparecer esse problema? É de nascença, começa na infância ou pode ocorrer mais tardiamente na adolescência?
Ribas – Nossa observação e a literatura, que é pobre no assunto, sugerem que o grupo das mãos e dos pés já nasce com o problema. As mães notam que os pezinhos e as mãozinhas dos bebês são caracteristicamente mais úmidos e mais frios.
Os adolescentes pertencem ao grupo axilar. São os jovens que, saindo de casa para enfrentar os apelos da vida, percebem que a sudorese excessiva compromete os relacionamentos e a possibilidade de namorar ou de arranjar emprego.
O grupo craniofacial é constituído por executivos, por pessoas que trabalham engravatadas e de terno e por senhoras nas quais a sudorese excessiva manifesta-se mais tardiamente.

DrauzioA incidência de hiperidrose é igual nos dois sexos?
Ribas – As mulheres são discretamente mais afetadas do que os homens: 60% dos casos ocorrem com mulheres e 40%, com homens. A esse respeito, porém, existe um dado interessante. Trabalhos realizados na Arábia Saudita indicam outra realidade: a cada 70 homens correspondem apenas 10 mulheres com hiperidrose. Talvez essa constatação denote simplesmente a fisionomia de uma sociedade em que os homens têm acesso a tudo e as mulheres, a nada.