|
|
|
|
||||||||
|
|
|
Impacto psicológico da hiperidrose Drauzio – Qual o impacto psicológico desse tipo de problema na vida das pessoas? Ribas – Muitas vezes, não nos damos conta do impacto psicológico, social e de seu reflexo na forma de viver dos pacientes que esse tipo de problema provoca. Já recebemos crianças que não conseguiam ser alfabetizadas. O estresse que representava ir à escola, enfrentar colegas e professora era tão grande que impedia o processo de aprendizagem. Adolescentes com hiperidrose não estabelecem relacionamentos, não namoram e evitam aproximar-se de outras pessoas. Os sintomas não desaparecem com a idade. Já tivemos a oportunidade de atender um adulto com 47/48 anos que nunca tinha experimentado um relacionamento social que não fosse pago. Pagar as pessoas com as quais saía diminuía seu nível de estresse e ele suava menos. Também tratamos de um executivo que mandou construir uma mesa com três metros e meio de largura a fim de dificultar a aproximação de quem entrasse em sua sala para não ter que lhes apertar as mãos. Como se pode imaginar, a sudorese excessiva pode interferir até na escolha
profissional. Apesar da vocação, de que adianta formar-se
engenheiro ou arquiteto se as mãos sempre molhadas comprometem
a capacidade de desenhar? Drauzio – Por que a sudorese excessiva ocorre especialmente nessas regiões do corpo? Ribas - Cabeça, mãos, axilas, virilhas e pés (imagem 6) são as regiões do organismo onde mais existem glândulas sudoríporas. O suor produzido especialmente nesses locais ajuda a regular a temperatura do corpo. Todas as vezes que somos submetidos a estímulos estressantes, o sistema nervoso manda impulsos para uma dessas regiões e a sudorese se manifesta. |
||||||||