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Resultados pós-cirúrgicos Drauzio – Qual é a evolução desses casos? Ribas – Quando o paciente acorda depois da cirurgia, já não sua mais nas mãos, nas axilas e a sudorese dos pés está reduzida em 70%. Na verdade, a coisa mais gratificante nesse tipo de tratamento é ver o paciente acordar. Ele olha as mãos, coloca-as no rosto para sentir que estão secas e quentes e percebe feliz que seu problema desapareceu. Drauzio – Quanto tempo depois da cirurgia ele recebe alta? Ribas – Geralmente ele é internado de manhã, operado na hora do almoço e à tardinha ou na manhã seguinte pode voltar para casa. No Hospital das Clínicas e no Albert Einstein, eles pernoitam no hospital e fazem uma radiografia de controle no dia seguinte. Depois disso, podem ir embora. Drauzio – A sudorese que deixa de ter nas mãos ou nas axilas não vai ser compensada por sudorese em outros pontos do organismo? Ribas - Essas pessoas suam demais por excesso do tono simpático. Só que o tono simpático precipitado por esse estresse não passa para outro local. O que passa é o que a mão ou a axila representava no controle da temperatura do organismo. Dessa forma, em 100 pessoas operadas, 60 vão suar um pouco mais na barriga e nas costas quando estiverem em ambientes muito quentes, fazendo exercícios, ou na praia, debaixo do sol, por exemplo. Como as mãos e as axilas desses pacientes deixaram de participar na regulação da temperatura, a sudorese aumentará um pouco em outros locais do corpo. No entanto, apenas quatro delas nesse grupo de cem reclamam de tal sintoma e acham que não valeu a pena tal substituição. As outras 96 não emitem qualquer sinal de que se incomodam com isso. Essa reação acontece especialmente com os indivíduos mais gordinhos, quando o índice de massa corpórea é superior a 25. Nos mais magros, ela é praticamente igual a zero. |
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