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Hiperidrose
Principais queixas dos pacientes com hiperidrose
Impacto psicológico da hiperidrose
Características genéticas e grupos de risco
Faixa etária das primeiras manifestações
Propriedade da indicação cirúrgica
Casos mais graves
Diagnóstico da hiperidrose patológica
Tratamentos não-cirúrgicos
Descrição do procedimento cirúrgico
Resultados pós-cirúrgicos





Dr. José Ribas Milanez é cirurgião do grupo de tórax do Hospital das Clínicas de São Paulo e do Hospital Albert Einstein.

Hiperidrose

O suor é fundamental para o controle da temperatura interna do organismo. Quando ela sobe, os centros cerebrais responsáveis pelo equilíbrio térmico detectam esse aumento, fazem a pessoa suar e a evaporação da água que se formou na pele alivia a sensação de calor.
O controle da sudorese é involuntário e determinado pelo sistema nervoso autônomo, aquele responsável pelas batidas do coração, pelo ritmo respiratório e por outras funções que exercemos sem nos dar conta de que estão sendo realizadas.
Algumas pessoas, no entanto, manifestam uma sudorese excessiva (ou hiperidrose) que interfere em seu convívio social. Por causa das mãos sempre molhadas (imagem1), cumprimentar alguém ou fazer um carinho na namorada podem provocar sensação desagradável tanto em quem faz quanto em quem recebe o gesto de afeto ou cordialidade.
Outras vezes, o problema se manifesta nas axilas (imagem 2) e não há elegância que resista à roupa com marcas de suor debaixo dos braços. A hiperidrose pode ocorrer também com freqüência nos pés (imagem 3) e no rosto. Neste último caso, diante de mínimo estresse social, a pessoa fica ruborizada e sua muito, o que pode ser fonte de inúmeros constrangimentos.