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Grampeamento Drauzio – Como é feito esse grampeamento? Desidério – O grampeamento é um método cirúrgico. Um aparelho é introduzido no ânus do paciente e retira-se uma faixa da mucosa. Na verdade, não se mexe nas hemorróidas. Elas são puxadas para cima, recolocadas no seu devido lugar e, com o tempo, acabam regredindo. Para fazer o grampeamento, o paciente precisa ser internado e tomar anestesia. Trata-se de uma técnica interessante porque não há incisão na pele, geralmente, o que costuma provocar dor. Drauzio – Que complicações costumam ocorrer? Desidério - Como qualquer método, esse também está sujeito a algumas complicações, mas elas não são superponíveis às de outras técnicas cirúrgicas. Na verdade, trata-se de um método já consagrado. Só na Europa existem de 100 a 150 mil casos de pacientes operados por essa técnica e a experiência latino-americana inclui de 1500 a 2000 cirurgias. Drauzio – É um método que requer profissionais habilitados e experientes, não é? Desidério – Isso é fundamental. É um método que tem curva de aprendizado e precisa ser bem treinado. A operação é aparentemente simples, mas o cirurgião precisa acompanhar um colega que já esteja habilitado em pelo menos uma dúzia de casos antes de operar sozinho. Embora seja um recurso terapêutico atraente, não serve para todos os tipos de hemorróidas. Drauzio - Quais são suas indicações mais precisas? Desidério –O grampeamento é indicado para hemorróidas externas e grandes de segundo e terceiro grau. Não pode haver plicomas, isto é, dobras da pele que se formam junto ao ânus e que em 99% dos casos são confundidos com hemorróidas. Esses plicomas não são doença e se formam com certa freqüência nas mulheres depois da gravidez. |
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