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Orientação aos maridos Drauzio – Como você orienta os maridos durante a gravidez da mulher? Jorge Naufal – O marido deve adotar uma conduta participativa. Deve ser cúmplice da mulher e dar-lhe todo o apoio logístico. Se ela manifestar algum desejo, desde que seja factível, deve satisfazê-la. Claro que, se pedir ostras de Cananéia às três horas da manhã, dificilmente poderá ser atendida. É preciso distinguir a vontade real do capricho. Quanto às relações sexuais, a partir do quinto mês, devem ser de lado, porque favorecem menor penetração, o pênis não bate no colo do útero e não estimula a contração. Na grande maioria dos casos, há diminuição da libido e do orgasmo feminino. O ser humano é o único animal prenhe que mantém relações sexuais durante a gravidez. Nas outras escalas animais, o macho sai à procura de outra fêmea. Como somos monogâmicos, é preciso haver certo equilíbrio. Se a mulher não está disposta, é melhor não forçar. Caso contrário, ela se sentirá violentada e isso pode gerar problemas sexuais graves no futuro, por exemplo, frigidez. Não é só o marido que deve participar. A família também precisa estar atenta, dando apoio psicológico, tentando amenizar os aspectos emocionais.Toda elevação de estrógeno e queda brusca de serotonina podem provocar instabilidade emocional, semelhante a que ocorre na adolescência, na TPM e no climatério. Quanto mais apoio psicológico, estabilidade e segurança o marido, a família e o médico puderem dar, mais tranqüila será a gravidez. |
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