Genética
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Genética no Brasil






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Dr. Willy Beçak, geneticista especializado em Genética Humana e Animal, é diretor científico do Serviço de Genética do Instituto Butantan de São Paulo (SP).


Parte II
Vocação profissional

Drauzio Quando começou a manifestar-se seu interesse pela Genética?
Willy Beçak – Meu primeiro contato com a Genética aconteceu no colégio. Foi um caso de paixão à primeira vista, que norteou minhas opções no futuro. Por isso, escolhi um curso da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade São Paulo que tinha Genética como disciplina básica, fundamental, e procurei um trabalho que me mantivesse em contato com ela, fosse o magistério ou a pesquisa científica.

DrauzioHoje é muito fácil entender esse fascínio que os estudantes têm pela Genética. No entanto, na década de 1950, quando era uma área meio desconhecida da ciência, deve ter sido mais difícil explicá-lo.
Willy Beçak – De fato. A Genética era tão desconhecida que, em geral, as pessoas me perguntavam: “Mas, para que serve isso?”. Acontece que Afrânio do Amaral (depois do Vital Brasil, o diretor do Butantan que mais se dedicou ao ofidismo), me convidou para ser pesquisador no Instituto. Seu argumento foi o seguinte: “Olhe, apesar de o pessoal falar que a Genética só serve para conhecer a drosófila, minha visão é diferente. Acho que entender realmente o seu significado é fundamental num instituto de pesquisa como o nosso”.
Como era professor de cursinho e tinha certa experiência em dar aulas, os meus primeiros meses de Butantan passei explicando para os pesquisadores e médicos que ali trabalhavam o que era Genética, sua aplicação e importância para a saúde pública.