Diversidade genética

Drauzio – Até bem pouco tempo, imaginava-se que o homem
possuísse cerca de cem mil genes, talvez mais. No entanto,
quando os resultados do Projeto Genoma foram divulgados, para surpresa
geral, ficou estabelecido que o ser humano tem ao redor de 30 mil,
o mesmo número que os ratos, e não muito mais do que
a drosófila, que tem entre 15 e 20 mil genes. Como se explica
tamanha diversidade diante de diferença tão pequena
de material gênico?
Willy Beçak –A diversidade real é muito pequena.
Apesar de o homem julgar-se um ser muito superior, a diferença
entre seu organismo e o do camundongo é menor do que 0,5%.
Que dizer, mais de 99,5% do nosso material genético ativo é igual
ao do camundongo. Somos todos muito parecidos.
O fato de esses organismos evoluídos possuírem por
volta de 30 mil genes, aparentemente, pode não ter grande
significado. A ameba (Amoeba proteus), por exemplo, um organismo
bem primitivo, possui duzentas vezes mais genes do que o ser humano.
Portanto, a quantidade de material genético existente numa
célula nada diz a respeito de sua evolução.
No homem, o pequeno porcentual diferente que carrega garante sua
variabilidade genética e a distinção entre as
espécies.