Produção científica

Drauzio – Como era o ambiente cientifico,
quando você começou
a trabalhar no Instituto Butantan?
Willy Beçak – O ambiente era composto basicamente por médicos.
Parte deles se dedicava ao estudo de doenças parasitológicas ou
transmissíveis e parte, ao estudo das serpentes e de seus venenos. A produção
do Instituto, por excelência, era de soros antiofídicos contra vários
tipos de serpente e de soros antipeçonhentos, em especial, contra o veneno
de aranhas e de escorpiões.
Mais tarde um pouco, teve início a produção de vacinas contra
a varíola, por exemplo, que era uma doença contagiosa prevalente
no Brasil. Ela era preparada em escarificações de carneiro com
o vírus vaccínico, isto é, um vírus atenuado.
Drauzio – No final
dos anos 1960, trabalhei na enfermaria de varíola do Hospital Emílio Ribas, quando a doença
era mesmo prevalente. A vacinação mudou esse quadro.
Que outros produtos foram desenvolvidos no Instituto Butantan, que
reverteram em ganhos para a saúde da população
naquela época?
Willy Beçak – Além dos soros contra o veneno
de animais peçonhentos, o Butantan passou a fazer as vacinas
anti-rábica, contra tétano, coqueluche e tifo e a BCG,
que continuam sendo produzidas até hoje.