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Hábitos intestinais e uso de laxantes Drauzio – Marcelo, os médicos antigos recomendavam a pacientes obstipados que estabelecessem um horário fixo, durante o dia, para usar o banheiro? Essa recomendação ainda procede? Marcelo – De certa forma, a recomendação ainda é a mesma. Acontece que a correria da vida moderna impede que o indivíduo se permita reservar um tempo para ir ao banheiro a fim de desenvolver o hábito intestinal saudável de evacuar pelo menos uma vez por dia. Fique claro, porém, que não se deve ficar sentado no vaso sanitário esperando o acontecimento. A posição e o excesso de esforço podem provocar doenças anorretais, como as hemorróidas. Se o intestino não funcionar logo, o correto é levantar-se e tentar noutro momento. Drauzio – Renato, remédios que aceleram o funcionamento dos intestinos estão entre os que devem ser indicados? Renato – No Brasil, qualquer um pode comprar o remédio que quiser na farmácia e, em geral, segue os conselhos do balconista, que não é farmacêutico e desconhece as implicações dos medicamentos no organismo. Todavia, nos países mais organizados, onde o consumo é mais controlado, o gasto com laxantes varia entre 200 e 250 milhões de dólares por ano, um mercado nada desprezível, portanto. O problema é que alguns laxantes podem lesar os intestinos. Embora ainda não haja estudos conclusivos sobre a ação de todos eles, está comprovado que alguns lesam a enervação e muitos lesam o revestimento interno do intestino. Para agravar o quadro, quando o paciente chega ao consultório, já se automedicou com todos os laxantes disponíveis no mercado. Muitos se iludem com os remédios homeopáticos, que de homeopatia têm apenas a classificação, porque são compostos químicos como os alopáticos. É um contra-senso: toma-se antes o remédio para depois fazer o diagnóstico. Drauzio – Como agem
os laxantes? |
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