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Eletrochoque / Eletroconvulsoterapia
História do eletrochoque
Técnicas de aplicação do eletrochoque
Perda parcial da memória
Mecanismo de ação do eletrochoque e riscos do tratamento
Indicação do tratamento com eletrochoque
Eletrochoque no controle da agressividade
Empecilhos à modernização do tratamento
Resposta ao tratamento e reação dos pacientes





Márcia de Macedo Soares é médica psiquiatra e trabalha no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.


Empecilhos à modernização do tratamento

DrauzioO que falta para esses centros que ainda aplicam o eletrochoque à moda antiga deixarem de cometer essa violência?
Márcia M. Soares – Acho que informação não falta. A Associação Brasileira de Psiquiatria e os grandes centros universitários têm procurado difundir o que se preconiza como técnica ideal: o paciente deve passar por vários exames prévios, receber anestesia e relaxamento muscular e ser assistido por um anestesista e um psiquiatra. Parece, porém, que o problema é financeiro. O SUS, se não me engano, remunera R$30,00 por uma aplicação que custa R$300,00 ou R$400,00. É, portanto, uma questão de vontade política. Centros no interior de Goiás, por exemplo, não têm estrutura para aplicar o eletrochoque segundo as técnicas mais modernas. Como não existe alternativa de tratamento, pois a rede básica de saúde não fornece os remédios necessários, o eletrochoque acaba sendo usado nos moldes antigos, o que é condenável sob todos os aspectos.