Deficiência Visual

O olho é o órgão da visão,
um mecanismo sofisticado de comunicação com o mundo
exterior. Ele é formado por três camadas: esclera (o
branco do olho), coróide (camada vascular fina e pigmentada
na qual se encontram a íris e a pupila) e retina, onde se localizam
os receptores fotossensíveis.
Os raios luminosos entram pela pupila, atravessam o cristalino, uma
lente gelatinosa, sofrem convergência e vão incidir sobre
a retina. Nela existem neurônios que captam a luz e jogam os
estímulos visuais no nervo ótico que os conduzirá
até a área mais importante da visão: o lobo occipital
situado no cérebro.
A imagem que se formou na retina é invertida e será
decomposta de acordo com o formato e a cor. As linhas verticais caminham
por um circuito de neurônios; as inclinadas, por outro circuito;
as circulares, por outro ainda. Com as cores que compõem o
espectro do arco-íris, dá-se o mesmo e cada uma é
conduzida por um circuito de neurônios até o centro da
visão no lobo occipital, onde a imagem será remontada.
Portanto, quem realmente enxerga não é o olho, é
o cérebro, que monta as imagens e estabelece relações
com a memória, o que permite saber se estamos vendo um copo,
um cachorro ou uma pessoa.
Essa decomposição da imagem em vários fragmentos
é muito importante. Sem ela, só seríamos capazes
de entender os objetos ou seres que víssemos integralmente.
Entretanto, quando vemos um pedaço do rabo de um animal virando
a esquina, não precisamos vê-lo inteiro para saber que
se trata de um cachorro ou de um rato.
Qualquer alteração que ocorra no caminho percorrido
pelos raios luminosos até o cérebro pode provocar deficiência
visual. Por exemplo, a catarata que acomete especialmente os idosos,
mas não só eles, é causada pelo espessamento
do cristalino. Outros problemas podem aparecer na córnea, na
retina, no nervo ótico, ou no cérebro, o que acontece
nos casos de derrame cerebral em que as pessoas perdem as áreas
que coordenam a visão.