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Perguntas encaminhadas por e-mail Mônica Britz – Joinvile (SC) – Por serem doenças nos olhos, quais os riscos de um portador desses defeitos ficar cego? Amaryllis Avakian – Raramente alguém fica cego por um desses problemas. O que mais está relacionado com a perda da visão é a miopia por causa de alterações associadas, internas do olho, principalmente da retina, que é muito fina nos míopes. Para entendermos a razão, basta pensar que o olho míope é maior do que o normal e que para cobri-lo a retina fica mais esticada, mais fina e mais sujeita a formar buracos que podem provocar seu descolamento e, como conseqüência, cegueira. Existem, ainda, miopias que aumentam progressivamente até atingir 20°, 25°. São chamadas miopias malignas, que não causam cegueira, mas provocam perda acentuada da qualidade da visão. Letícia Martins – Belo Horizonte (MG) –O portador de astigmatismo está fadado a ter dor de cabeça? Amaryllis Avakian – O astigmatismo provoca mais sintomas do que a miopia e a hipermetropia. A dor de cabeça é um deles. No entanto, o uso de óculos ou de lentes de contato evita que a dor de cabeça se manifeste. Marcos Carvalho – São Caetano (SP) – Qual a idade ideal para a cirurgia corretiva? Amaryllis Avakian – O objetivo primeiro da cirurgia de miopia ou de hipermetropia é reduzir a necessidade de usar óculos, mas, dependendo do grau, não haverá correção completa nem mesmo com cirurgia, que é indicada para casos de miopia até por volta de 8°, de hipermetropia até 4° e para alguns tipos de astigmatismo. Para realizar a cirurgia corretiva, a condição básica é que o grau esteja estabilizado, o que acontece, em geral, ao redor dos 21anos. Antes disso, ela não deve ser feita. Muita gente nos procura preocupada com o aumento constante e progressivo do grau e pergunta se a cirurgia não interromperia o processo. Não interrompe, e o grau continuará aumentando, tenha ela sido feita ou não. Drauzio – Esse é um conceito muito importante: a cirurgia não deve ser feita antes dos 21 anos nem quando o defeito está se agravando. Amaryllis Avakian – Existem outras condições do olho em si que também impedem a cirurgia. Na córnea, a parte anterior do olho onde a cirurgia é realizada, há alguns parâmetros que devem ser observados, principalmente os de curvatura e de espessura. Por exemplo, se a pessoa tiver 8°de miopia e a espessura da córnea for muito fina, é provável que o defeito não seja corrigido totalmente. Por outro lado, se houver alteração da curvatura como a provocada pelo ceratocone –doença em que a córnea adquire o formato de um cone – ou qualquer outra doença da superfície do olho, a cirurgia não pode ser realizada sob pena de agravar o defeito. Em casos como esses, o mais indicado costuma ser o transplante de córnea. Drauzio – Há detalhes técnicos que devem ser muito bem analisados, porque a cirurgia não está indicada para todos os defeitos oculares. Amaryllis Avakian – É fundamental deixar claro que a cirurgia não pode ser indicada para todas as pessoas e que apenas parte do grau será corrigida. Silvana Ramires – São Paulo (SP) – A cirurgia corretiva tem prazo de validade? Durante quanto tempo, o olho funciona bem? Amaryllis Avakian – O primeiro aspecto a considerar é se a cirurgia será realizada antes dos 40 anos, fase em que a pessoa costuma ter um defeito só: miopia ou hipermetropia. Nesse caso, é possível zerar o grau e enxergar bem sem óculos. Porém, depois dos 40 anos, provavelmente surgirá o problema da vista cansada e o uso dos óculos para a leitura será necessário novamente. Drauzio – Cirurgia para vista cansada é ainda um ponto controverso na Oftalmologia… Amaryllis Avakian – É um ponto bem controverso. Existem alguns estudos a respeito de procedimentos para a cirurgia de catarata que consistem em utilizar uma lente com a capacidade de corrigir todos os problemas de visão, tanto os para longe quanto os para perto. Trata-se de uma lente progressiva, que garante a visão para todas as distâncias e deve ser colocada internamente no olho. Site www.aaco.com.br |
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