Demências frontotemporais
Características
Alterações do comportamento
Reconhecimento dos sintomas
Diagnóstico
Dificuldade de fala
Outros sintomas
Comprometimento cerebral
Força de decisão
Tratamento e evolução


Assuntos relacionados a demência






BUSCA




Dr. Sergio Hototian é médico psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, especializado em geriatria.


Comprometimento cerebral

Drauzio O que acontece no cérebro dessas pessoas que as leva a apresentar quadros de irritabilidade, de déficit de atenção, etc.?
Sergio Hototian – Ocorre uma degeneração desproporcional ao envelhecimento. Nós perdemos neurônios desde que nascemos. Isso não quer dizer que o indivíduo idoso esteja condenado a uma vida intelectualmente pobre e comprometida. No entanto, está provado que a atrofia do lobo frontal (a alteração começa sempre por esse lobo e só depois atinge o lobo temporal) provoca uma reação exagerada aos estímulos, em especial diante dos problemas.
Arnold Pick notou as alterações nas placas neuronais. Entretanto, não há nada do ponto de vista anatomopatológico que permita confirmar o diagnóstico de demência frontotemporal.

DrauzioNão há nenhuma alteração no cérebro que seja característica dessas doenças...
Sergio Hototian – Para a doença de Pick, existe, mas as síndromes frontotemporais ultrapassam os pré-requisitos descritos por Arnold Pick. Por isso, é importante levar em consideração o quadro clínico, o comportamento do paciente, a presença de depressão tardia, depois dos 50 anos. Embora os exames de imagem funcionais, principalmente o SPECT e o PETSCAN possam revelar um hipofluxo, ou seja, uma queda na concentração de oxigênio na região frontal do cérebro, o diagnóstico é sempre essencialmente clínico.