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Dr. João Ferreira de Melo Jr. é médico otorrinolaringologista, especialista em alergias.

Doenças da poluição


Em cidades como São Paulo, especialmente nos períodos de longa estiagem, todos nos queixamos dos efeitos maléficos da poluição ambiental nas mucosas do aparelho respiratório, que está retratado na imagem 1.
A cavidade nasal onde se localiza o septo que separa as duas narinas é a câmara de entrada do ar. Logo abaixo está a faringe, tubo muscular que une o aparelho respiratório ao aparelho digestivo, isto é, a boca com o nariz. Por isso, podemos também respirar pela boca. A seguir vem a laringe (onde ficam as cordas vocais) que se abre para a entrada do ar e se fecha para que os alimentos desçam pelo esôfago.
A traquéia, estrutura que vem a seguir, é formada por anéis cartilaginosos e se divide em dois tubos mais finos: os brônquios que se dividem em ramos cada vez menores até atingirem um diâmetro quase microscópico quando alcançam os alvéolos pulmonares. Essa ramificação recebe o nome poético e significativo de árvore brônquica.
Toda a mucosa do aparelho respiratório produz muco e é revestida por cílios. A função do muco é aprisionar partículas estranhas e irritantes e a dos cílios é removê-las. Para tanto, vibram em ondas como as que o vento provoca soprando numa plantação de trigo. A presença de irritantes, quaisquer que sejam, provoca alterações importantes nesse mecanismo fundamental para a vida.