Diagnóstico e tratamento

Drauzio – Que conduta
se deve adotar diante da suspeita de diverticulite?
Aytan Sipahi – A diverticulite incide mais
em pacientes que estejam tomando drogas oncológicas, nos imunodeprimidos,
nos diabéticos. O primeiro passo é sempre fazer um diagnóstico
preciso, hoje muito facilitado pela tomografia computadorizada e pelo
exame de ultra-som, de menor sensibilidade que a tomografia, mas também
bastante útil. Sintomas de peritonismo, quer dizer, se a dor
aumentar com a descompressão brusca do abdômen, indicam
a necessidade de internação em hospital, onde o paciente
permanecerá em jejum recebendo antibióticos de largo
espetro.
Todavia, se não houver sinais de gravidade, inicia-se o tratamento
clínico, prescrevendo antibióticos, dieta leve e líquida
e observa-se a evolução do quadro por 72 horas. Geralmente,
80% desses casos evoluem para cura.
Só depois de quatro ou cinco semanas, o paciente faz uma colonoscopia
para confirmar o diagnóstico. Fazê-lo na fase inicial
da doença traz o risco de agravar o processo de perfuração,
uma vez que um possível abscesso tamponado pelas alças
intestinais serve de proteção, de aderência. É
bom repetir que o exame de colonoscopia feito precocemente pode provocar
o trânsito livre das fezes pela perfuração que,
na cavidade abdominal, provocarão quadro de peritonite grave.
Drauzio – Como é feita a colonoscopia?
Aytan Sipahi – A colonoscopia é feita
para examinar a superfície interna do cólon. Para tanto,
introduz-se um tubo com fibra ótica pelo ânus que vai
fotografando as regiões por onde passa, deixando ver se há
orifícios ou pequenas evaginações da mucosa.
Ela registra também a ocorrência de processos inflamatórios.