Distúrbios do sono
Insônia, ronco e apnéia
Principais causas da apnéia
Riscos associados à apnéia
Sinais de alerta
Possibilidades de tratamento
Mudança prejudicial nos hábitos de vida
Orientações para dormir bem
Reflexos conjugais
Movimento periódico do membro inferior (PLM)






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Dr. Maurício Bagnato é médico, ex-presidente e atual secretário da Sociedade Paulista de Medicina do Sono e trabalha no Laboratório do Sono da do Hospital Sírio-Libanês e do Instituto do Sono da UNIFESP - Universidade Federal do Estado de São Paulo, a Escola Paulista de Medicina.

Possibilidades de tratamento

DV- Qual o tratamento indicado para tirar o paciente do grupo de risco?
MB- Se o problema tiver como causa a obesidade, o ideal seria a pessoa emagrecer. É fácil falar “você tem de emagrecer”, virar as costas e fim-de-papo. Muitas vezes, é indispensável recorrer a um endocrinologista para que a pessoa consiga perder peso.
Existem, entretanto, alguns tratamentos paliativos para o ronco e a apnéia que podem trazer resultados satisfatórios. Podemos ensinar, por exemplo, o paciente a dormir de lado. Como? Geralmente mandamos costurar, na parte de trás de uma camiseta, um bolso em que caiba uma bolinha de tênis ou de isopor, alguma coisa que incomode e não machuque, mas ajude a adquirir o hábito de dormir de lado. Podemos, também, indicar uma pequena máscara nasal cuja função é manter a faringe mais aberta para o ar fluir melhor. Restabelecida a oxigenação normal, o sono volta a ficar profundo e sem fragmentação e a pessoa descansa realmente.

DV- Que tamanho têm essas máscaras?
MB- As máscaras nasais estão cada vez menores. Atualmente são pequenas, com um caninho na parte superior ligado a um aparelho que gera pressão positiva. Essas máquinas também estão cada vez menores e mais silenciosas. Embora a proposta seja usar as máscaras por tempo determinado, apenas enquanto o paciente emagrece, muitos se sentem tão bem que relutam em abandoná-las. Dormir melhor à noite trouxe-lhes mais disposição e qualidade de vida.