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Distúrbios do sono
Insônia, ronco e apnéia
Principais causas da apnéia
Riscos associados à apnéia
Sinais de alerta
Possibilidades de tratamento
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Orientações para dormir bem
Reflexos conjugais
Movimento periódico do membro inferior (PLM)





Dr. Maurício Bagnato é médico, ex-presidente e atual secretário da Sociedade Paulista de Medicina do Sono e trabalha no Laboratório do Sono da do Hospital Sírio-Libanês e do Instituto do Sono da UNIFESP - Universidade Federal do Estado de São Paulo, a Escola Paulista de Medicina.

Sinais de alerta

DV- Diante dessa nova visão, o ronco passou a ser encarado como um problema mais sério na vida de muitas pessoas?
MB- Atualmente, sono e ronco são vistos sob ótica científica e merecem atenção especial as pessoas em que a apnéia é menos evidente, não chegando sequer a ser notada pela família.
A faringe de todos os seres humanos relaxa um pouquinho durante o sono. O pescoço mais grosso dos homens e a falta da proteção hormonal sobre o tônus muscular com que contam as mulheres antes da menopausa, acentuam essa flacidez. Por isso, enquanto moços, os homens roncam mais. Depois da menopausa, essa vantagem feminina quase desaparece. O estudo feito em São Paulo demonstrou que, até os 40 anos, ronco e apnéia são queixas típicas dos homens. Depois dessa idade, o problema atinge os dois sexos quase na mesma proporção.

DV
- Quando as pessoas que roncam devem procurar o médico para tratamento?
MB- Certas posições, como dormir de barriga para cima, favorecem o ressonar. O ronco, porém, é resultado da resistência da via aérea à passagem do ar. Nesse caso, é necessário fazer muita força para respirar à noite. Sem mencionar os efeitos deletérios da apnéia, esse excesso de esforço faz com que o sono seja mais superficial e fragmentado. Por isso, no dia seguinte, as pessoas estão sonolentas, irritadas, pouco produtivas, com a memória comprometida e a parte cognitiva afetada. Ressonar, portanto, todos ressonamos em algum momento e não há motivo para preocupações. No entanto, havendo queixa de ronco forte, é indispensável pesquisar as causas para afastar o risco a que estão expostos esses pacientes.