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Sinais de alerta DV- Diante dessa nova visão, o ronco passou a ser encarado como um problema mais sério na vida de muitas pessoas? MB- Atualmente, sono e ronco são vistos sob ótica científica e merecem atenção especial as pessoas em que a apnéia é menos evidente, não chegando sequer a ser notada pela família. A faringe de todos os seres humanos relaxa um pouquinho durante o sono. O pescoço mais grosso dos homens e a falta da proteção hormonal sobre o tônus muscular com que contam as mulheres antes da menopausa, acentuam essa flacidez. Por isso, enquanto moços, os homens roncam mais. Depois da menopausa, essa vantagem feminina quase desaparece. O estudo feito em São Paulo demonstrou que, até os 40 anos, ronco e apnéia são queixas típicas dos homens. Depois dessa idade, o problema atinge os dois sexos quase na mesma proporção. DV- Quando as pessoas que roncam devem procurar o médico para tratamento? MB- Certas posições, como dormir de barriga para cima, favorecem o ressonar. O ronco, porém, é resultado da resistência da via aérea à passagem do ar. Nesse caso, é necessário fazer muita força para respirar à noite. Sem mencionar os efeitos deletérios da apnéia, esse excesso de esforço faz com que o sono seja mais superficial e fragmentado. Por isso, no dia seguinte, as pessoas estão sonolentas, irritadas, pouco produtivas, com a memória comprometida e a parte cognitiva afetada. Ressonar, portanto, todos ressonamos em algum momento e não há motivo para preocupações. No entanto, havendo queixa de ronco forte, é indispensável pesquisar as causas para afastar o risco a que estão expostos esses pacientes. |
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